quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Figuraça!

Mas é uma figura esse nosso presida!
Tá até podemos imaginar um presidente de outro país tirando férias, dando uns mergulhos ou tomando uma ducha.Agora, alguém aí consegue imaginar, sei lá, um FHC, um Bill Clinton, um Sarkozy ou até mesmo um Chavez ir ou voltar da praia carregando um isopor (provavelmente cheio de manguaça, para não precisar comprar na beira da praia, que é mais caro!)???


Tá na hora de o Tas lançar um livro de imagens do Lula, já tem material suficiente!!
(ambas as fotos são de Márcio Fernandes, e estão no Correio do Povo de 05/01/2010)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Só de um lado?

Vou escrever pouco, porque o artigo de Christopher Goulart já diz tudo. Está no Correio do Povo de hoje, 05/01/2010, pág. 4. É sobre o Plano de Direitos Humanos, que vem causando polêmica, entre ministros e militares, por expor o nome de oficiais que teriam cometido crimes durante a ditadura de 1964-1985.
Sabemos o nomes de várias pessoas que cometeram crimes como assassinatos, assaltos a banco, sequestros, etc, como Marighela, Lamarca, Dilma Rousseff, Gabeira, entre tantos outros, que acabaram por isso recebendo a alcunha de terroristas. Por quê não podemos saber o nome de tantos outros, que cometeram também assassinatos, mas outros crimes, como os mais variados tipos de torturas?
Os chamados """terroristas de direita""" não precisam de anonimato? Por quê os """de direita""" precisam?

O link é esse, mas parece que quem usa o firefox não está conseguindo abrir, então colei o texto também aí embaixo. Fiquem à vontade!

Enfim, lê aí; é curto e diz muito!

Verdade não é revanchismo
Christopher Goulart

A anunciação do Plano de Direitos Humanos, publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de dezembro, causou alvoroço na caserna. Comandantes do Exército, da Aeronáutica, da Marinha e até mesmo o ministro Jobim ameaçam pedir demissão, caso não sejam retirados alguns trechos do plano. Previsível demais! Toda vez que se propõe um debate no Brasil, questionando-se os crimes cometidos pelo Estado durante o regime de exceção, rapidamente surgem os saudosistas da ditadura militar para taxar tais atos de "revanchismo".
É a velha política dos rótulos inconsequentes, com a intenção de ludibriar boa parte da sociedade brasileira. Foi assim na década de 60, quando taxavam o presidente Goulart de comunista, na busca desesperada de um falso argumento para justificar o desrespeito à Constituição federal. Eram tempos de radicalismos. Preto ou branco. Capitalista ou comunista. Vida ou morte. Durante os longos 21 anos de repressão, após a derrocada inconstitucional de Jango, a Doutrina de Segurança Nacional e os Atos Institucionais encarregaram-se de consolidar a política da censura, do medo e da violência. Como se vê, falar sobre verdades não é revanchismo.
O agravante desses crimes, praticados contra cidadãos que tinham convicções políticas divergentes dos generais-presidentes, reside justamente no fato de serem estes agressores representantes do Estado brasileiro. Ou seja, ao invés da obrigação constitucional do Estado de zelar pela integridade física de cidadãos, torturadores demonstravam habilidades com o pau de arara, o choque elétrico, a violação sexual e tantas outras repugnantes formas de agressões aos direitos humanos.
Contudo, não faltarão aqueles a recordar que setores de esquerda empenharam-se na luta armada contra o governo. Lembrarão de David Capistrano, de Marighela, de Lamarca, ou até mesmo de Dilma Rousseff. Estes, não querem assimilar jamais que violência gera violência. E o golpe de 64 foi uma violência contra o povo brasileiro.
Em decorrência de alguns frágeis argumentos que amparam a impunidade, acompanhamos pacificamente a postergação da solução para uma ferida não cicatrizada deixada pela ditadura. O fato é que, ao desvendar estes crimes obscuros, não é o revanchismo a palavra de ordem, mas, sim, justiça.
Por que não conhecer os nomes de pessoas que praticaram crimes na ditadura, representando ao Estado brasileiro? Por que não identificar e tornar públicas as "estruturas" utilizadas para violações de direitos humanos? Num Estado democrático de direito e numa nação civilizada, espera-se o compromisso com o respeito aos direitos da pessoa humana e, principalmente, a busca da verdade.
(Presidente da Associação Memorial João Goulart)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Balanço 2009

Coisa superoriginal, aposto que "nunca antes na história deste país" alguém tenha pensado nisto: ao iniciar um novo ano, fazer um balanço, uma revisão do outro, o que acabou!!!Ano intenso, em que bati recorde em número de turmas (18 no total, de todas as séries), o que acabou motivando a "Saga dos dias quadrados", que levantou polêmicas.Muito pouco tempo sobrou para lazer, tirando as férias, em que pude passar 15 agradáveis dias em Floripa e alguns domingos de chimarrão por aí, além do sagrado futebolzinho de sábado!Conheci um ou outro restaurante ou barzinho novo (para mim) e pude ler mais do que a média brasileira, mas bem menos do que em outros anos. Aliás, falando nisso, tive minha primeira sessão de autógrafos também!E, como já comentei anteriormente, tem gente que, sabendo de minha paixão pelos livros, sempre me pede indicações, então vamos fazer o seguinte: segue abaixo a lista de todos os livros que li em 2009, e os destacados em verde são os que mais gostei, os que indicaria:

Antes do ponto final (Antologia SINTRAJUFE, org.: Caio Riter)
O velho e o mar (Ernest Hemingway)
Comida e vinho: Harmonização essencial (José Ivan Santos & José Maria Santana)
A revolução dos bichos (George Orwell)
Contos gauchescos e Lendas do sul (Simões Lopes Neto)
Informática na educação (Raquel Gianolla)
Gomorra (Roberto Saviano)
Educação escolar e as tecnologias da informática (Luiz Carlos Pais)
Contos brasileiros (Org. Sérgio Faraco)
A aventura de inovar: a mudança na escola (Jaume Carbonell)
Informática na educação (Raquel de Almeida Moraes)
Laços de família (Clarice Lispector)
Uma breve história da Europa (Le Goff)
Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo (Barbosa Lessa)
Leite derramado (Chico Buarque)
Blog: entenda a revolução que vai mudar seu mundo (Hugh Hewitt)
Caminhos da colônia (Floriano Molon)
A enchente de 41 (Rafael Guimaraens)

Fatos e mitos do Antigo Egito (Margaret Marchiori Bakos)
Assassinatos na Rua Morgue (Edgar Allan Poe)
Rua da Praia (Nilo Ruschel)

Meu guri (David Coimbra)
Getúlio (Juremir Machado da Silva)
Nunca antes na história deste país (Marcelo Tas)
Decálogo do perfeito contista – Horácio Quiroga (Sérgio Faraco – Org.)

No item "bares e restaurantes", destaco a descoberta do Social Ponto 2. É na verdade o 2° restaurante Tudo Pelo Social, que abriu na Santana. O cardápio é o mesmo, os preços são os mesmos e a qualidade também. Diferenças: como não está na Cidade Baixa, não se encontra muitos dos tipos e figuras conhecidas que normalmente são encontrados no da João Alfredo, mas, por outro lado, no novo há onde estacionar e ainda não há as filas do outro, da cidade baixa; o atendimento é mais rápido também!
Enfim, o post acabou ficando mais longo do que de costume, mas por ora é isto!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Putz!

Por incrível que pareça: entrei ontem em férias e ainda estou sem tempo para nada - correria de fim de ano é brabo...
Rapidamente, em poucas palavras: um FELIZ 2010 para todos, que venha com todas as realizações para cada um e tudo do melhor!
Em seguida estou de volta (espero!)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ainda está em tempo!

Sim, ainda é 2009, e ainda estamos em dezembro, então está recente ainda!
Tem que assistir inteiro.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Chê, coisa não muito original, mas garanto que é sincero: desejo a todos os leitores e amigos um pusta de um FELIZ NATAL e votos de Boas Festas, nunca esquecendo duas coisas:

1. Em vez de consumismo, o Natal deveria representar o amor, a união, a fraternidade, a fé (seja ela qual for), e tantos outros valores que estão MUITO em falta nestes tempos em que vivemos...

2. Isso:

domingo, 20 de dezembro de 2009

Basta!

Dias corridos, como de costume, mas já em reta final!
Como prometi há algumas semanas, começo a publicar aqui os meus contos da antologia que autografei na 55ª Feira do livro. Um pouco antes até do que havia prometido, é verdade. Quem não pôde ir e não tem o livro, divirta-se! E comente à vontade, já ouvi várias opiniões, mas nunca é demais, principalmente para quem está começando no ramo!


Basta!

Ironia pura! Gilberto poderia inventar mil e uma explicações para o fato de ter lido a carta de Tânia justamente após cruzar com o Antônio na estrada, indo em sentido contrário. Como não acredita em explicações sobrenaturais, crê ser coincidência mesmo.

Para mim chega. Agüentei tudo o que podia, ou até mais. Basta! Resolvi pensar um pouco em mim agora, chega de sofrimento. Nos primeiros tempos até me virava e ia tocando as coisas, mas de uns anos para cá não vejo mais de onde tirar forças. Nem motivo. Suportaria (como o fiz até hoje) tuas longas ausências sem problema. Não sou ingrata, sei reconhecer tua preocupação e dedicação, pois é para podermos ter um futuro mais tranquilo, que passas tanto tempo viajando. Sei de todos os riscos, as estradas cada vez ficam mais perigosas, já perdemos alguns amigos e tu, colegas queridos de profissão... Só eu sei quantos dias e noites rezei e implorei para chegares a salvo e bem, e – graças a Deus – sempre adiantou.”

“Até nossos filhos consegui acalmar durante estes anos todos em que os criei, bem dizer, sozinha. Conseguirás lembrar quantas vezes perguntaste pelas crianças? Como estavam de saúde, ou se tinham aprendido algo novo? Alguma vez lembraste dos estudos deles? Sabes que os dois já acabaram o segundo grau e estão fazendo bicos por aí, de mecânica, pintura, elétrica e o que mais surgir?

Gilberto conhece o Antônio há bem uns dez anos, e sua fama há mais tempo. Mais grosso que ele, teimoso, brigão e violento, e tudo isso quando está bem, sem tomar nada. Quando bebe, então... Bom amigo, sincero e quase sempre leal, mas não dá para confiar totalmente. Basta tomar o primeiro copo e pronto: ele se transforma. Briga, bate boca e, quando não resolve o problema no diálogo, parte para a agressão. Se tiver algo à mão, não faz cerimônia em usar. Suas inúmeras vítimas podem confirmar.

Quanto a mim, nunca gostei de ficar tanto tempo sozinha, bem sabes, mas o problema não era a tua ausência. A tua volta é que me incomodava, com perfumes femininos baratos nas tuas roupas. Ainda por cima eu acabava lavando. Brigava, enlouquecia de ódio, mas lavava. Me juravas ter sido um lapso, prometias se controlar, para não voltar a acontecer, dizias que iria entrar na linha e tudo mais. Sempre em vão. Na viagem seguinte, tudo se repetia. E na próxima também. Não achas suficiente para uma esposa dedicada como eu suportar? Tu terias aguentado uma vezinha apenas, se fosse o contrário? Sabe lá quantas vadias já passaram pela tua boléia. E, com elas, quantas doenças? Nem quero pensar no pior... E espero que tenham sido só desconhecidas mesmo, para não precisar conviver com a vergonha de ter dividido meu marido com alguma amiga. Mas também, agora nada mais importa.

Gilberto jamais admitiria, mas parecia estar emocionado ao ler essas palavras. Tânia tinha mais estudo que ele, e sabia colocá-las bem. Quando chegou em casa e encontrou apenas este papel dobrado em cima da mesa, com a letra arredondada de sua esposa, percebeu logo o tamanho da encrenca. Não concordou nem discordou do desabafo da esposa. Apenas tomou mais um gole de pinga, estalando os beiços e enxugando o bigode com a palma calejada da mesma mão que encheu novamente o copo. E continuou a leitura:

Como sempre chegas com fome, deixei esta carta na mesa da cozinha. Mas se fores no quarto (agora é só teu, ou de quem mais quiseres), verás que já retirei a maior parte das minhas poucas coisas e a esta hora provavelmente estarei longe daqui. Se tudo der certo, devo estar de carona com o Antônio, pois ele passa por aqui sábado sim, sábado não, em direção ao sul, como bem sabes. Tão logo chegue na minha mãe, ligo para nossos filhos; sei que eles me entenderão. Não me darão razão, pois são machistas como tu, mas compreenderão o meu lado.

Boa sorte, dá à tua vida o rumo que desejares (conselho inútil, sempre fizeste isto). Se não entender alguma coisa, pede para uma das tuas vadias te explicar, ou, sei lá, desenhar. Até.

“Logo com o Antônio”, ainda pensou Gilberto. Tomou vagarosamente o resto da garrafa de pinga bem instalado em sua cadeira de balanço em frente à casa. Via passar muitos carros e caminhões pela beira da estrada, e, vez ou outra, acenava para algum colega que buzinava. Tudo sem muito entusiasmo. Entre um gole e outro de cachaça apenas se limitava a balbuciar, com um misto de ironia e melancolia:

– Logo com o Antônio...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

E sua vida, como vai?

Numa época em que tanto se fala em meias, nunca é demais perguntar, sem meias palavras: e sua vida, como vai?
A saúde pública, melhorou?
A educação pública, está melhor?
Já dá para sair seguro na rua? E dá para ficar bem tranquilão em casa? Seu bairro é seguro? E sua cidade?
Você, todos os seus amigos e parentes adultos estão trabalhando?
Como estão as condições de moradia e saneamento básico à sua volta?

Tudo isso, enfim, está às mil maravilhas, não?
NÃO?






Mas se o Impostômetro mostra que NÓS já pagamos mais de 1 trilhão de reais (assim, ó: R$ 1.000.000.000.000,00) este ano em impostos, então onde foi parar este dinheiro todo???

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cada povo tem o líder que merece!

Já vi essa frase do título ser atribuída a mais de uma pessoa diferente; então, como estou bem certo de quem realmente a proferiu, não vou colocar nenhuma autoria aqui.
O que importa, mesmo, é entender o porquê deste título.
Ok, admito que tirei o que segue abaixo da zero hora deste domingo (pág. 3), mas realmente merece crédito o trabalho de compilação das frases. Aí vai:

GHANDI: "Guiarei meu povo até a independência."

MOISÉS: "Levarei meu povo à Terra Prometida."

CHURCHILL: "Conduzirei meu povo à vitória."

LULA: "Tirarei meu povo da merda."


Sim, o NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS, do Tas, pode muito bem virar uma série ( o Lula ainda tem mais um ano - se as regras não mudarem - de mandato)!!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Blog da Ju

Ok, a maior parte de vocês ainda não a conhece. Mas lendo seus textos, a impressão é de que conhecemos a autora desde criança, tamanha a forma como ela se entrega.
É um blog variado, com assuntos que vão de política até mesmo à antropologia, dando um bom painel do que é a moça-adolescente-mulher-SER HUMANO deste mundo caótico do século XXI.
Blog corajoso, tamanha a forma, como já disse, como ela se entrega, como podemos sentir sua alma na maioria dos textos. Às vezes dá vontade de rir, às vezes, de pegar no colo e fazer cafuné, consolar, e proteger de todo o mal do mundo. Blog corajoso, de quem tem o que dizer e não tem medo de fazê-lo ou de se expor.
Taí a dica, taí o link:

http://pensamentosdajumartins.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Memória curta?


Ora, ou é muita hipocrisia, ou a memória realmente é curta...

Em 2008, a situação era exatamente contrária: o GRÊMIO precisando da ajuda do inter, e ele entrando em campo com um mistão, cheio de reservas.

Agora vem o vitório pífio dizer que o GRÊMIO entregar é baixaria????

Convenhamos...

Em tempo: já prometi emprestar minhas camisetas do GRÊMIO para alguns colorados amigos meus torcerem no domingo, mas ainda tenho aqui uma almofada e uma bandeira, se alguém quiser, dá um toque!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nunca antes na história deste país


Imperdível (thanks, Andressa!):

Nunca antes na história deste país, livro de Marcelo Tas. Com o subtítulo de "As frases mais engraçadas e polemicas do Presidente Lula", na verdade é uma coletânea de frases absurdas, que sé se acredita que foram mesmo ditas por alguém quando se sabe que esse alguém é o Lula!
É uma coleção de mancadas, devida e hilariamente comentadas pelo Tas, que nos dão uma noção de quem é o nosso "presida".
São coisas tipo afirmar que os habitantes da Líbia são os libaneses e o sonho de Lula de ver o Mercosul integrar toda a América Latina, da Terra do Fogo à Patagônia... Ou convidar para um brinde o presidente da Síria, Al Assad (sem saber que, como todo muçulmano, o presida deles não ingere qualquer tipo de bebida alcoólica...). Sei lá, escolhi três passagens só para dar uma ideia, pois acabaria copiando o livro inteiro.
Aliás, ele tem uma boa organização, com as barbaridades divididas por temas (Lula Turista, Lula Filósofo, Lula Técnico de Futebol, etc.) e o prefácio hilário do José Simão - aí já começam as gargalhadas!
Quem não conhece bem o Lula, ou é estrangeiro, pode até pensar que é um personagem, ou que ele força as coisas, mas não, ELE É ASSIM MESMO, gente!!!