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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Crise

Trocentos assuntos/ pautas neste tempo todo de ausência, mas o mais latente é o tempo de crises em que vivemos no Brasil. Assim mesmo, no plural, "crises". Tempo houve em que falávamos em crise e a relação era direta com a economia. Atualmente, porém, vivemos um contexto de crise generalizada...
Em termos políticos, acompanhamos a República de Curitiba e o "golpeachment" da agora ex-presidenta Dilma, seguida da inexplicável (será mesmo?) permanência de Temer no poder. Ora, aí vem a novidade: crise no Executivo e no Legislativo não são novidade em nosso país (no Legislativo, então, nem se fala...). Agora, esses tempos tortuosos no Judiciário, em quem ainda poderíamos esperar algum lampejo de esperança... Thêmis brasileira tirou a venda e jogou a balança no lixo: a parcialidade agora é palavra de ordem, e os heróis no Brasil são os que a praticam. Aliás, falando nos poderes que compõem a República, não dá para não citar a Mídia, poder não institucionalizado, (o 4º), mas decisivo atualmente.
Crise nas relações do poder com o povo: supressão de direitos, atentados aos trabalhadores, desrespeito nas várias esferas (municipais, estaduais e federal) com o funcionalismo, agora culpado por um suposto e contestável desequilíbrio nas contas públicas. Tudo isso, obviamente, acompanhado de mais aumentos de impostos. Para o povo, é claro, pois grandes fortunas e grandes empresas e bancos seguem imunes a este contexto.
Crise econômica, será mesmo necessário explicá-la?
Crise na população - mais do que nunca o princípio 'dividir para governar' mostra-se eficaz. A grenalização que arrasta o RS há anos para o fundo do poço (não falo aqui de futebol, mas de extremismos, da falta de tato e de jogo de cintura em muitos assuntos na cultura e mentalidade gaúcha) atinge o seio nacional, dividindo de maneira irracional a população, através de discórdias, brigas e uma desunião que só serve ao poder.
Resultado de imagem para criseCrise cultural; tempos difíceis neste aspecto. O que temos em termos de música nos últimos anos? E a TV aberta, pelamordedeus... Sem contar que parece ser bonito hoje falar e escrever errado. E erudição virou coisa feia... A crise na Educação (e todo desestímulo governamental a ela) entra aí.
Crise de valores. Parece ser feio hoje em dia ser honesto; a mentalidade que grassa na política reflete (ou é reflexo?) no povo. O espírito de levar vantagem em tudo se espelha no mesmo povo que reclama da corrupção dos políticos... Aí fica realmente difícil pensar em dias melhores, em mudança concreta em nosso país. Ao menos no curto e médio prazos...

sábado, 14 de junho de 2014

Imagina na Copa

Pois é, já começou. Agora não dá mais para usar este bordão, "imagina na Copa"...

Não vi a abertura, não tenho muita paciência. Vi a maior parte do jogo da estreia do Brasil, sem muito entusiasmo. Já postei no face que o Ronaldo fenômeno (não com as palavras), o Pelé, o Lula, a Dilma e uma cacetada de outros políticos e empreiteiros tiraram todo meu entusiasmo pela copa. O uso político que o PT fará de um hexacampeonato então, tem me enojado. Na verdade, até não é a Copa em si, mas a seleção canarinho e o governo mesmo que vem me desapontando. Sempre conheci toda a seleção, nas outras copas. Nesta sei citar o nome de uns 5 ou 6, não mais do que isso. Gostei, por exemplo, do jogo da Holanda e do da Itália.

O que não gosto, NÃO ADIANTA, é de papelão, algo em que o Brasil é especialista. Enquanto vejo e ouço discussões por aí sobre a vergonha que é um povo mandar sua presidente tomar no ânus, acho tão ou mais vergonhosa a forma como veio o segundo gol do Brasil no jogo de estreia, contra a Croácia. Aquele """"""""""""pênalti"""""""""""""" simulado pelo Fred. Boa propaganda para o mundo sobre a desonestidade e o oportunismo imbecil do brasileiro. Sobre a inversão de valores que impera o Brasil, que sempre fará o país pequeno.

ISSO AQUI SIM é exemplo de inteligência, dignidade e honestidade. Exemplo do que não é ser brasileiro. E do que sempre levará o Brasil para trás...


Aliás, a propósito, já é mais do que hora de rever as regras do futebol. POR QUE ainda depender de erros? E cultuá-los? Por que não usar a tecnologia disponível? As regras são ainda do século XIX... Por que não colocar a possibilidade de cada técnico ter o direito de pedir 1 ou 2 replays a cada tempo do jogo, como no futebol americano, por exemplo? Olha o México, absurdamente garfado em dois gols, na sexta-feira... Um esporte que gira com BILHÕES de doletas a cada ano contar ainda com tanto amadorismo... Este esporte, e o que nele há de intrínseco, vem desanimando...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Analógico



Nas viagens sou completamente analógico. Normalmente nem levo computador, mas desta vez levei, mais para uma necessidade, para minha herdeira poder ver uns videozinhos em caso de tédio extremo, o que nem foi preciso. Uma tarde, enquanto o pessoal dormia e eu já tinha acabado de ler os livros que havia levado, tive uma recaída e me loguei na rede social. Olhei alguns posts, vi que tudo continua na mesma na rede, sempre os mesmos tipos de posts (sobre o tempo, frasezinhas e imagenzinhas engraçadas e alguns avisando cada um de seus passos), respondi algumas coisinhas curti uma ou outra e saí. Sem muito o que fazer ou ler (também já tinha devorado o jornal), fui ler uns rótulos de produtos que encontrei na cozinha (açúcar, café, nescau, sal, bolachas diversas, ...) e descobri horrores! Mas nada de interessante...


Bom, mas voltando à questão que motivou este post, acabei perdendo o tempo de comentar a lamentável morte de Nico Nicolaiewski. Irreparável perda. Já planejava levar a Alice daqui a alguns anos no Tangos e Tragédias... Pena, ela terá de viver sem o espetáculo. E, paciência, isso agora já é notícia velha, quem mandou ser tão analógico (e xiita)?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vanda morreu

Ficha de Dilma no SNI, onde se veem os outros nomes que usou em sua atividade então de esquerda.
A ditadura militar ainda continua, décadas depois, fazendo vítimas. Dias atrás, morreu a Vanda. Morreu, porém, com estilo. Morreu na suíte presidencial do Hotel Ritz de Lisboa, ao custo de R$ 27.000,00, e após lauta refeição em hotel do mais alto luxo, com toda a corte (os que não puderam se hospedar no Ritz ficaram no Tívoli). Morreu de barriga cheia, em uma escala de algumas horas em Portugal, no meio do caminho entre o fórum de Davos e a visita ao ex-companheiro Fidel. E olha que foram apenas horas em solo português, imaginem o que poderia ter acontecido em uns três ou quatro dias. E não importa de quem é o dinheiro, a questão é outra: princípios, ideias e coerência. A Vanda da ditadura lutou contra todo esse luxo e ostentação. Deve ter levado muito na cabeça, para esquecer tudo isso.

Luíza havia já morrido, quando continuou no PT mesmo após o escândalo do mensalão vir à tona. Morreu por cumplicidade, ou no mínimo por conivência. Teve chance de se salvar, com Luciana Genro e outros, mas não aproveitou.

Depois foi a vez de Patrícia. Morreu quando se aliou ao PMDB, com quem ainda continua, in memorian. Triste morte, porque prolongada e agonizante.

Triste noticiar ainda hoje estes óbitos recentes, na nossa ex-esquerda - ou ex-querda.

domingo, 7 de julho de 2013

Tristeza

Tristeza é pouco. Faltam palavras para descrever o sentimento pelo incêndio no Mercado Público de Porto Alegre, na noite de ontem.
Triste 06/07/2013


Tristeza e pesar por vários motivos, como os humanitários por exemplo: pensando nas centenas (milhares) de famílias que tem seu sustento ali, como proprietários de estabelecimentos ou como funcionários.

Tristeza e melancolia também ao lembrar de incontáveis ótimos momentos vividos por ali, desde os tempos de faculdade, estagiário e bolsista da Fapergs no Arquivo Público, com muitos cafés e reuniões com colegas e professores orientadores no Mercado. Mais tarde, trabalhando no CIEE, sempre levava erva do amargo dali. Como as muitas cuias, bombas, alpargatas, chazinhos e demais guloseimas. E, ultimamente, freguês dos açougues e dos chocolates, granulados e demais itens utilizados pela minha senhora no preparo de seus doces. O lugar não trabalha apenas com produtos, mas com nostalgia...
O Mercado em 1877

Dor também pelo patrimônio histórico, há poucos anos reformado (há muito custo) e que já resistiu a outros incêndios e até a uma enchente (1941), nestes seus 144 anos de história (e memória) pura.

Há muito o que ser apurado sobre negligência, responsabilidades, condições etc. Mas que se comece também a apurar dinheiro para sua reconstrução, o quanto antes. Pelos lojistas, pelos funcionários, pelos frequentadores, por Porto Alegre, pelo RS. Pela História.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Juro alto, cabeça baixa

Já está demais (e não é de hoje) a passividade do povo brasileiro. Baixamos a cabeça para tudo. No mercado europeu os carros saem de fábrica obrigatoriamente com airbag, mesmo os mais baratos. Aqui no Brasil, podem vir de qualquer jeito, e olha que nossas ruas e estradas são verdadeiros fronts de batalha. E isto apenas para citar um exemplo de quanto aceitamos tudo...

O exemplo que gerou este post: temos, segundo o Correio do Povo, a maior taxa de juros no cartão de crédito: 238,3% ao ano! Aham, mais de duzentos e trinta e oito por cento ao ano. Devemos ser muito ricos mesmo, pois os pobres coitados dos norteamericanos pagam apenas 16,89%. Não, não faltou nenhum dígito, são menos de dezessete por cento ao ano... No Reino Unido o índice é parecido: 18,7% ao ano.

"Ah, mas eles podem, quem somos nós para nos compararmos aos EUA?"

Bom, vejamos então um país bem menor, com economia bem menos desenvolvida... Peguemos o Peru (no bom sentido) como exemplo: por lá a taxa atual de juros no cartão de crédito é de 55% ao ano, quatro vezes menos que por aqui.

Por que será que livros de autoajuda em assuntos financeiros e programas na TV sobre educação financeira fazem tanto sucesso por aqui? Será que com uma taxa equivalente ao dos EUA, ou mesmo à do Peru, teríamos tantas famílias endividadas???? Por que aqui o valor é tão alto? Por que o governo permite? Por que o maior interessado, o povo, não faz nada? Até quando aguentaremos tudo passivamente?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gato por lebre

Toda eleição é sempre a mesma questão. Vota-se em umas pessoas, assumem outras. Vários dos vereadores eleitos em Porto Alegre (como na maior parte das outras cidades do país) devem ser chamados para as mais diversas secretarias municipais, passando, assim, seus mandatos legitimamente obtidos para seus suplentes. Em Porto Alegre o candidato que foi eleito em primeiro turno representava uma coligação que envolvia 9 (sim, nove!) partidos. Ou seja, deve-se muito cargo...

Agora a questão: alguém aí sabe quem são os suplentes do candidato em quem votou?
É mais do que hora de se alterar esta parte da legislação eleitoral. Os suplentes deveriam ter o mesmo espaço dos candidatos: folders e panfletos deveriam ser divididos meio a meio entre os dois, e sempre que um candidato tiver espaço em algum meio deveria aparecer também, no mínimo, o nome dos suplentes, já que é certo que muitos vão assumir mesmo... Não dá e para aceitar que ainda tenhamos que comprar gato por lebre!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Perda irreparável

Baita perda. Mas baita mesmo, a ponto de poder ser considerada irreparável. O mundo perdeu hoje (segunda-feira) uma mente privilegiada e altamente produtiva, mesmo aos 95 anos. Refiro-me a Eric Hobsbawm, provavelmente o maior historiador vivo (alguém pensou que falava da Hebe?). Autor de clássicos absolutos de História e de análise de nosso mundo, como A era dos extremos, em que tece uma panorama de lucidez ímpar sobre o 'breve século XX'. Isso depois de descrever a formação deste período da história contemporânea em outras obras obrigatórias como A era do capital, A era das revoluções e A era dos impérios. Na verdade são mais de 30 obras deste autor de inspirção marxista, traduzido para mais de 40 línguas. É leitura obrigatória para quem pretende estudar História. Indispensável, também, para quem quer entender o mundo em que vive.
Mais informações aqui.

sábado, 4 de agosto de 2012

O que será dos blocos?

A "zona do euro" nunca mereceu tanto este nome. Crises sucessivas em vários de seus membros (e simultâneas) e antigos preconceitos voltando à tona com a entrada dos países do leste europeu levam muitas pessoas a questionar a continuidade de seus países no bloco.

Na Alemanha, por exemplo, recente pesquisa apontou que 51% da população acreditam que o país estaria melhor fora da zona (do euro, bem entendido). E, tanto ou mais grave ainda, 71% dos alemães entrevistados defendem a exclusão da Grécia do bloco no caso de ela não cumprir as metas de austeridade...

Como Marshall Bermann já dizia, tudo que é sólido desmancha no ar. Para quem nasceu e cresceu na Guerra Fria, é mais uma grande mudança. Depois da solidez da formação de vários blocos e comunidades inter e supranacionais, parece que estamos vivendo uma nova era político-econômica (nós, do Mercosul, nem precisamos ir muito longe para ver isso...). Sabe-se lá o que o Fukuyama inventaria a respeito...

sábado, 7 de abril de 2012

É só andar na linha...

Não baixei o vídeo desta vez, pois algumas imagens são realmente fortes para pessoas de bem, mas o  link está aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=NtttHCofXSc
É sobre as reportagens e notícias que tem grassado nos últimos dias sobre o presídio de Porto Alegre.
As imagens justificam o barulho que está se fazendo em torno da questão, bem como o título de pior penitenciária do país. Mas há que se lembrar de duas coisas:
  1. presídio não é hotel
  2. vai para lá quem quer

De resto, cabe aquele chavão já bem batido: enquanto os governos não investirem em EDUCAÇÃO, terão de gastar em presídios...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Decadência

Que tempos tortos estes em que vivemos...
Valores são deixados de lado, a palavra não tem mais valor algum, costumes e obrigações profissionais são descartados, o individualismo impera mais do que nunca, a vulgaridade é mais preciosa do que a qualidade, a inteligência e o cérebro ão cada vez mais desprezados...
Se fosse abordar tudo o que vem à mente, este post não teria fim. Vamos a apenas dois exemplos, que ilustram bem o parágrafo acima:

- Há 100 anos atrás, em 1912, o Capitão do Titanic, como todo bom comandante de navio, afundava juntamente com ele, vendo a impossibilidade de salvação. O comandante de uma embarcação deve sempre ser o último a deixá-la, ou, sendo impossível isto, afundar com ela. Valores em crise? O comandante Francesco Schettino, do navio italiano que naufragou dias atrás, foi dos primeiros a abandoná-lo, deixando mais de 2000 passageiros à sua própria sorte...

- Estamos lembrando os 30 anos da morte deuma das maiores (senão a maior) cantoras brasileiras, Elis Regina. Tempos de boa música, com sentimento e alma, boas letras e qualidade. Mas abre-se um espaço mínimo para a data e a cantora na mídia, pois o resto do tempo é da 'Telómania'. Não dá para a acreditar no que estão fazendo: é a tal música 'assim você me mata' (até não precisa matar, mas pelo menos podia calar...) em propagandas, programas de variedades, versão em inglês na 'sua revista eletrônica semanal' e até mesmo em noticiários e programas esportivos (?) Pelamordedeus, aí quando reclamo da TV me chamam de ranzinza e mal humorado, mas tá difícil...

Frente a tudo isso, é impossível não ser ao menos um pouco nostálgico. E olha que só citei dois exemplos.

Dentro disso, um brindezinho aos leitores, para entender a que me refiro quando falo em qualidade. Peguei de propósito este vídeo, em que a interpretação foi na 'sua revista eletrônica semanal'.
Aumenta o volume e curte!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um Pará (será?)

Pois não deu. Aproximadamente 66% dos paraenses votaram pelo "não" no plebiscito do último domingo. Com isso a questão se encerra, nem vai ao Congresso, e o Pará permanece como um só estado. Será mesmo?

Cabem algumas reflexões a respeito.
Primeiro, é interessante analisar os dados da votação. Cidades como Marabá e Santana, candidatas a capitais dos novos estados tiveram votação enfática, em torno de 90% de sim, para serem criados os estados de Tapajós e Carajás, o que revela altíssimo grau de insatisfação com a situação atual. Também pudera: segundo o Correio do Povo de 13 de dezembro, o governo paraense investiu o equivalente em 2010 a R$ 223,01 para cada cidadão do que viria a ser o novo estado paraense, mas os cidadãos da região de Carajás receberam em investimentos apenas R$ 95,96 e os de Tapajós menos aida, R$ 60,20. Em relação a gastos, a desproporção é também evidente: em 2010 cada cidadão do que viria a ser o Pará com o plebiscito custou ao governo estadual R$ 1.908,39, enquanto que um cidadão de Carajás custou R$ 536,32 e o de Tapajós ridículos R$ 373,51! Descompasso absurdo e nítido.
Por que, então, venceu o não?
Pode-se imaginar mais de uma resposta para isso. Em primeiro lugar, a população do que seria Belém é muito maior do que a de Carajás e Tapajós somada, e Belém votou em maioria pelo não. Segundo, há gente que provavelmente não aguenta mais sustentar vagabundos em Brasília, e o "não" no plebiscito evitou também a criação de mais dezenas de cargos políticos (entre senadores e deputados federais, deputados estaduais e governadores) e centenas de parasitas que transitam em torno destes, como CCs e assessores, o que resultaria em mais vários milhões de reais a serem pagos adivinhem por quem?
Enfim, evitou-se toda esta farra com a vitória do não, mas não convém esquecer os números e dados acima, muito sérios e reveladores. As pessoas de uma parte do estado são mais importantes do que a de outras? São melhores? Como oestado permanecerá um só, o que isto poderia gerar? Que consequências pode ter?

domingo, 7 de agosto de 2011

Em tempo!

Em tempo: o Giovani Cherini (PDT) já anunciou que vai retirar a ação.
Os deputados estaduais (o Cherini não é mais, agora é federal) bem que poderiam retirar também seu aumento, este sim imoral...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Salve Crocco!

Lá em dezembro postava isso aqui.

E agora caíram todinhos os butiás do bolso, com o ajuizamento da questão pelo Cherini (PDT).
Na boa, dá mais raiva ainda de ver isso. Soa como deboche. Parece que imoral foi o Crocco.
Mas é isso, enquanto o povo não começar a fazer algo, enquanto continuarem a apatia e a passividade, muito mais falcatruas, deboches e incoerências nos serão proporcionadas pelos nossos políticos...
Não dá para saber o que é pior, se os políticos ou o povo...

Mas vamos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, no dia 22 ocorre o julgamento da questão. Várias manifestações de apoio ao músico já estão acontecendo, incluindo aí a ação dos hackers!

Enquanto isso, ouve aí mais uma vez! Toma aí o link!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Xadrez...

Como nem todos os leitores daqui leem o História em suas mãos, divago aqui sobre a mesma questão que postei por lá agora há pouco. Quem já a leu por lá não encontrará aqui grandes novidades. Mas fique à vontade, inclusive para comentar!

Lá em março, no História em suas mãos, comentava aquilo que chamei de "persistência da idiotice" (leia aqui), o grande - absurdo - número de grupos e agremiações de cunho nazi-fascista que ainda existem hoje na Europa. Naquela postagem citei alguns países, mais significativos, deixando a Noruega de fora (vou eu imaginar...). Há no país pelo menos quatro grupos/ forças políticas de extremíssima direita, com discurso e prática nazi-fascista. A questão, como se vê, não é tão simples assim. Há muito o que explorar/ ponderar a respeito. Não pretendo esgotar o assunto, mas vamos pensar um pouco sobre algumas questões.
  • o 'matador' norueguês, Anders Behring Breivik tem consciência do que fez, mas diz ter sido 'necessário'. Os europeus usavam o mesmo argumento da "missão civilizadora" para dominar, normalmente de forma violenta, a África nos tempos do Imperialismo ou Neocolonialismo (final do século XIX/ primeira metade do XX) - sabemos no que deu. Mais, tal pretexto se ouviu também no Tribunal de Nuremberg, que julgou várias lideranças nazistas. Portanto, tal argumento invocado pelo matador não é de maneira alguma inocente/ inédito/ bobo
  • há que se ter cuidado também com as ideias dele, pois muita gente defende/ comunga os mesmo ideais, basta ver o número de agremiações de tal perfil que ainda pairam pelo mundo. Mesmo muitos dos que se dizem escandalizados pelos acontecimentos da Noruega no fundo também são tão (ou mais) xenófobos, racistas e preconceituosos quanto o Breivik
  • a crise econômica se abate sobre várias e extensas áreas da Europa, há alguns anos já. Em vários países do Velho Mundo assolados pela crise econômica reapareceram e ganharam força os discursos que associam a crise, o desemprego, a violência, etc., a estrangeiros/ imigrantes, etc. Questão complicada e delicada, que não vem recebendo a devida atenção por parte dos governos e dos envolvidos
  • indiretamente, o assassino colocou o governo do país em um difícil e imbricado jogo de xadrez. O governo já anunciou que a questão será resolvida de maneira democrática,e aí vem um problema de difícil (ou impossível) resolução. Os regimes fascistas rejeitam a democracia, considerada por eles como um regime fraco, ineficiente - por isso tais regimes são totalitários. Tal questão, extrema, sendo tratada de maneira rigorosamente democrática certamente não gerará a punição que o assassino merece (a lei do país permite apenas 21 anos de detenção, a menos que o crime seja enquadrado como 'crimes contra a humanidade', que possibilita 30 anos, o que não é nada perante as dezenas de assassinatos), dando o argumento para os demais defensores/ grupos que comungam tal ideologia. Por outro lado, tratar a questão com 'mão de ferro' para garantir o desfecho ideal para o assassino, serviondo de exemplo para os demais partidários, aproximaria o governo de um totalitarismo, defendido pelos grupos... Tipo da questão sem resolução. Ou, como já diria a minha avó (que não conheci), se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...
Enfim, o estrago causado pelo rapaz certamente não terminou na sexta-feira.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Essa sim

Demorei para escrever pois estava viajando de férias, e quando faço isso me recuso a passar conectado. Em seguida coloco minhas dicas/ descobertas destas férias por aqui. O assunto de agora era mais urgente.


Ah, esta morte sim, me abalou. Tenho os discos (baixados, claro, pois nem sei qual foi o último disco/ cd que comprei) da Amy no pc, no mp4 e no celular, de maneiras que não está sendo fácil...
Nada que não fosse previsível, dado o estilo de vida da diva (bah, que frase complicada para quem tem problemas de dicção ler em voz alta!), mas ainda assim, é complicado de imaginar. Com 27 anos já fez o que fez pela música, imagina o que ainda poderia produzir. Mais ainda se lembrarmos que outras tantas cantoras de soul music em geral passam dos 70 anos cantando. Se a morte do Michael não me abalou (lembra, escrevi isso a respeito), a da Amy patrolou... Brabo é o cara ter que acostumar a perder vários ídolos assim tão cedo. Nem vou cair no lugar comum de falar nos que se foram aos 27 anos - sim, gostava de todos eles, em especial do Jim Morrison -, mas em todos os outros (Renato Russo, Joey Ramone, Raul Seixas, Cássia Eller, etc.). Na verdade, boa parte dos artistas/ bandas que tenho no MP4 já morreram... E, sei bem, sou muito chato, mas não descubro tantas novidades musicais boas quanto perco (perdemos). Sempre ficam lacunas...

domingo, 3 de julho de 2011

Novidade!!!!!!!















ZULIVRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não podia ser outro assunto

Bah, sei que tem gente aí que lê meus três blogs, mas vou ter que repetir o assunto aqui. Postar qualquer outra coisa hoje seria leviandade.
Assiste.



1. Te indigna.
2. Entende minhas angústias como Professor.
3. Pensa em mudar.
4. Espalha.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

E a Justiça?

A propósito, o assassinato do Osama pelos eua não seria algo como fazer justiça com as próprias mãos???

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Telemarketing?

Leio agora que foram encontrados na última quinta-feira 70 celulares no Presídio Estadual de Camaquã (para quem não é daqui, informo que a dita cidade fica no Rio Grande do Sul). Chê, mas será que, com todo este movimento em torno da ressocialização dos ex-apenados e pela dignidade e direitos humanos dos 'internos do sistema penitenciário' (expressão politicamente correta para falar de bandidos), eles não fariam parte de uma rede de telemarketing? Vai ver até era trabalho honesto, e agora, com os celulares recolhidos, foi tolhido aos 'elementos' o direito ao trabalho... Sei lá, vai ver era uma central telefônica...
Vai entender: cansa de entrar bandidos com armas em bancos, e as porcarias da chave e do celular sempre trancam na porta giratória, o cara quase tem de ficar sem roupa. E em presídios, por sua vez, entra celular a torto e a direito. Vivemos em um mundo cada vez mais complexo...