domingo, 29 de agosto de 2010

Obrigado!

Não posso, por enquanto, colocar aqui mais nada senão meus sinceros agradecimentos a todos que me enviaram mensagens de melhoras e oferecimento de ajuda neste momento sequelado por que estou passando.
Para quem não sabe, fui acometido, na madrugada de 3ª para 4ª passada de violentas dores abdominais que me levaram ao HPS. No dia seguinte, após muita medicação na veia, as dores voltaram, mas mais para o lado. Voltei ao HPS, onde foi diagnosticada apendicite, mas não foi possível operar no próprio HPS (todos tem visto a situação da saúde pública, não?). Fui então ao Ernesto Dorneles (estava com a emergência lotada, e só me deixaram entrar por causa do diagnóstico e dos exames que levei), onde a tal cirurgia foi feita.
Tive alta ontem, sábado, mas está tudo muito dolorido...

Enfim, sinceramente, MUITO OBRIGADO mesmo!!!!!!
Em breve conseguirei postar coisas mais interessantes por aqui!

domingo, 22 de agosto de 2010

Rio III - Final

Tá, último post do Rio. Ainda há muitos lugares interessantes para comentar, mas o mundo gira, e é maior do que a Cidade Maravilhosa!

Clica nas fotos para vê-las como merecem!

Para encher os olhos (e o estômago, desde que se esteja com dinheiro), é imperdível uma visita à Confeitaria Colombo, no centro. Retrata bem a opulência da cidade na virada do século XIX para o XX (foi construída em 1894!). Tem doces (salgados também, mas sabe como é formiga gorda...) inacreditáveis e inexplicáveis. Tem também espelhos de cristal belga e uma decoração dessas:
Falando em termos históricos, é intessante também visitar a igreja do Mosteiro de São Bento, erguida entre 1663 e 1691! Constitui-se em um dos principais exemplos do barroco no Brasil. Diz que na missa das manhãs de domingo há até canto gregoriano entoado pelos monges do local. (a foto está ruim pela proibição do uso de flash no seu interior).

Em termos artísticos, há a Escadaria Selaron, no Bairro Santa Teresa (ao lado da Lapa). Selaron, se bem me lembro, é um artista chileno que vive no Rio há muitos anos, e começou a decorar o local com os mais diferentes azulejos, até que tal ofício foi se tornando conhecido e ele passou a receber os mais diferentes azulejos, dos mais variados países do mundo. Assim, vai sempre aumentando a coleção/ exposição.


Só foi uma pena mesmo não ter podido ao Museu Imperial, em Petrópolis, pois o dinheiro chegou ao fim. Mas fica aí um bom pretexto para voltar!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rio II

Tá, já saí daqui sabendo que iria ao básico do Rio (sugar breath, corcovado, ...). Afora isso, o primeiro e imediato lugar que de cara botei na cabeça que IRIA, custasse o que custasse, era o Palácio do Catete, sede do Governo Federal até a inauguração de Brasília, 1960. O objetivo era um só: entrar, conhecer, ver e viajar no local que abrigou os últimos suspiros de Vargas; ver seu quarto, cama, pijama, revólver, projétil, sala de reuniões, etc. Já conhecia tudo isso de fotos, mas precisava ver ao vivo. Explico: desde a primeira vez que ouvi falar do suicídio de Vargas que tal assunto me inquietou. E foi lá pelo final da infância. E me inquietou mais ainda o fato de o suicídio nunca me haver sido satisfatoriamente explicado. Nem pelos adultos em geral aos quais perguntei, na época, nem por professores. Tal pergunta, que teimava em ficar sem resposta para mim acabou por mexer de uma tal forma comigo, que, fissurado em História como sempre fui, comecei a ler por conta tudo o que encontrava a respeito do presidente. Suicídio em geral sempre é um tema que rende muitas análises, psicológicas, etc. O suicídio de um presidente, em pleno exercício do poder, então, me marcou muito. (a propósito, esta questão da pergunta não respondida ter me instigado tanto é para mim até hoje motivo de conflito profissional. Sempre que algum aluno me faz uma pergunta de História eu, feliz pelo interesse do aluno, desato a falar um monte, e depois me culpo por não ter deixado espaço para a inquietação...).

Enfim, fui crescendo, estudando e lendo muito a respeito do assunto. Veio a graduação e o TCC sobre Vargas; veio a pós-graduação e a monografia sobre Vargas. Veio o ano de 2004, cinquentenário da morte do presidente, e uma avalanche de materiais sobre ele, que fui lendo e me fascinando ainda mais. Virou um objetivo para mim, visitar o Palácio do Catete, o salão que abrigou a última reunião de Vargas com seus ministros, assessores, conselheiros, poucas horas antes do desfecho que marcou a história do país (e a minha, que nem nascido era!), as escadarias ornadas, a sala de jogos e o quarto, ainda com a mobília que presenciou o ato do presidente. O pijama com o furo na altura do coração, o revólver com cabo de madrepérola, a bala retirada do corpo...
Enfim, não conseguirei explicar o que se passou na minha mente ao entrar nesses lugares. Por tudo que li, pela riqueza de detalhes dos acontecimentos, que acho que domino, me passaram todas as imagens na cabeça, como se as tivesse vivido e apenas relembrasse. Os demais presentes provavelmente não entenderam meu êxtase no local, mas viram, pelos pelos (o que faz a nova ortografia, ao eliminar o acento da palavra...) dos meus braços, os arrepios que percorriam meu corpo ao adentrar alguns recintos do suntuoso palácio...
Experiência única, indescritível e sem preço.
Aconselho muito a visita, mas aconselho ler, estudar e conhecer um pouco das histórias que se passaram lá dentro.

(as fotos estão escuras porque só é permitido no interior do Palácio o uso de câmeras sem flash)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rio I


Explico o que quis dizer com "(ah, essa mesma hora, na semana passada - em seguida explico por aqui!!!)" naquela postagem.
É que em julho fiz uma excelente viagem, a um lugar que ainda não conhecia, o Rio de Janeiro. Grande presente que ganhei de minha mãe.
Lugar que, confesso, não estava nos meus planos imediatos, com minhas escassas economias. Mas que vale MUITO a pena conhecer, recomendo. Tanto que pretendo voltar mais vezes, com meu dinheiro mesmo.
Além de conhecer lugares absurdamente bonitos, e outros com valor histórico inestimável para mim (em seguida postarei mais coisas aqui a respeito), aquela frase "ah, essa mesma hora, na semana passada" referia-se a um outro contexto. Consegui ficar por 5 (aham, cinco!) dias sem tocar nem pensar em nada de serviço. Recorde absoluto! Mais: pude, em pleno final de julho (inverno brabo no hemisfério sul), vestir uma bermuda, umas chinelas e tomar vários chopes em quisques na beira da praia de Copacabana, à noite... E ainda assistindo partidas de futebol de areia dos 'nativos' (aliás, ê povo que sabe viver, aquele!!!)!!! Tem coisas que não tem preço mesmo.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Miscelânea

Mais uma dica de blog. Fazer o que, se faço boas descobertas? Guardar para mim que não vou, não sou egoísta!
O que indico hoje é o tutti frutti (http://miscelaneadaisa.blogspot.com/), um blog muito bonito esteticamente e com ótimos posts, que vão de introspecções com pitadas filosóficas até a arte.
Enfim, comparece lá e confere.
E já adiciona aos teus favoritos, para não esquecer de acessar, a moça tem muito a dizer!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Imagens que valem por mil palavras...

Falta de tempo para escrever (ah, essa mesma hora, na semana passada - em seguida explico por aqui!!!)...Aliás, falta tempo para tudo; estou que nem o Capitão Gancho: não posso nem coçar o saco.
Eis que reedito um clichê aqui, das palavras que valem por mil imagens (ou o contrário!).
Vejamos então a semana em imagens!


1. Putz, será que só eu sou ocupado???? Explico - a cena abaixo é de um "dominó humano", formado por 769 pessoas na Alemanha, entrando para o livro dos recordes...


2. Neve na Alemanha e corrida de trenós:

3. Neve no Rio Grande do Sul (é, a neve ainda tem que virar uma coisa mais corriqueira por aqui, para ter mais graça...)


4. Putz, isso explica tudo!!!!!





5. Ê LÁ EM CASA...

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(pra quem não viu - ou achou que viria outra imagem -, isso é a apresentação das novas cédulas de real)

sábado, 31 de julho de 2010

A parede no escuro

Fazia tempo que não indicava um livro por aqui, pois andei lendo coisas muito técnicas, específicas da minha área, como se pode ver pela lista de livros 2010, à direita.

Volto, porém, em grande estilo. Não por mim, mas pelo que vou indicar, claro!

A dica de hoje é A parede no escuro, de Altair Martins. O livro conta a história do atropelamento do padeiro Adorno pelo professor Emanuel, acidente (crime) sem testemunhas, já que ocorreu em uma madrugada de intenso temporal e sob um poste de luz cuja lâmpada estava queimada. A partir daí se desenrola a história, e vão sendo inseridos os demais personagens.
Méritos para a(s) linguagem(ns) e principalmente para as figuras e recursos de linguagem utilizados pelo autor. Enquanto a maioria dos mortais comuns (mesmo os metidos a escritor), ao descrever a água fervendo em uma chaleira, por exemplo, escreveria "no fogão, a água fervia dentro da chaleira", ou coisa parecida, Altair descreve a cena como: "De dentro da chaleira a água encontra seus meios de escapar".

Agora, o peculiar e interessante mesmo da obra é a existência não de um, mas vários narradores. Cada um vai colocando suas falas, pensamentos e pontos de vista, não havendo apresentação ou transição de um personagem-narrador a outro, a não ser uma linha em branco. Sendo a construção dos personagens (Emanuel com seu TOC, por exemplo) tão perfeita que sabemos direitinho quem está narrando a história a cada momento (quem não leu o livro deve ter achado estranho este "sendo" que coloquei, mas foi proposital, para incomodar e estimular o leitor do blog a ler o livro!).

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olha o estrago!

Volta o tempo das armações na Fórmula 1 - será por isso que chamam de "Circo da Fórmula 1"? -, se é que um dia elas deixaram de existir.
Quem já tinha visto o Rubinho abrir para deixar o Schumacher ganhar e tinha se indignado, deve ter sentido a mesma coisa neste domingo, quando a vítima da equipe foi o Massa. Ouço daqui e dali que "bem capaz que eu faria o que ele fez, deixar o outro ganhar" ou "se fosse para deixar ele passar, eu teria pisado no freio e deixado todos os outros passarem"... Fácil falar, quando só se está assistindo. Agora, pelos milhões que o Massa (da família do Makarrão?) ganha, sei não...
O fato é que, com tudo isso, dá vontade de assistir F1? Eu já nunca fui fã, pois acho que é um esporte que não depende só do atleta ser bom, tem que ter um carro bom, aí as equipes e os corredores já saem em desigualdade... Na boa mesmo, desde a morte do Senna que nem perco minhas manhãs de domingo vendo o tal circo (quem é o palhaço?). Putz, entreguei um pouco da idade - ainda bem que não falei no Fangio!
Na boa, se é para perder uma corrida, que seja por um motivo sério como esse do vídeo!



Ps.: estou viajando esta hora, mas aparece aqui no sábado, que entrará post!

domingo, 25 de julho de 2010

Mais um

Mais um blog que sai desta mente inquieta. Mas antes de sair clicando por aí em tudo o que vê, sem critério algum, algumas poucas palavras sobre ele. É um blog de educação; a ideia é discutir assuntos referentes à esta temática de fundamental importância em nossos dias, e para qualquer sociedade. Pretende-se, assim, a constante presença de professores (coloco a indicação do blog aqui porque sei que tem alguns leitores deste que são do ramo), acadêmicos, supervisores, pedagogos e interessados em geral. Enfim, interessados, leiam e participem!

http://educcomblogs.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O que não inventam...

É cada uma que inventam... A novidade agora é o lançamento de uma nova edição do antigo jogo de tabuleiro Banco Imobiliário (derivado do Monopoly, criado em 1935).

Até aí tudo bem, não fossem as inovações do mesmo.
A nova edição do jogo traz anunciantes reais. Itaú, Nívea, Fiat, Ipiranga, Mastercard, Visa e Tam estão presentes no jogo. E as cédulas de brinquedo foram substituídas por dinheiro eletrônico. Isso mesmo, as transações no jogo são operadas por cartão!

Pô, legal, no meu tempo não era assim...

É, mas não esqueçamos que, embora muitos adultos gostem do jogo, ele é destinado para faixas etárias a partir da infância. Posso até estar parecendo careta, pois o mundo mudou, e o jogo está refletindo tais mudanças, côsetal, mas o fato é que tais mudanças podem fazer com que o jogo, que pode até ser usado para noções de educação financeira, passe a ter o perverso efeito de estimular o consumismo desenfreado. Crianças e pré-adolescentes (que já são consumidores em potencial) podem muito bem ser (ainda mais)'deseducados' em tal assunto.

Em tempos de importante estabilidade econômica (a comparar com os tempos de minha adolescência, por exemplo), em que canas de televisão veiculam com grande frequência programas e matérias ensinando famílias a controlarem e gerenciarem seus gastos de maneira responsável, tal estímulo ao consumismo nas novas gerações pode ser perigoso.

Ah, os dados: a Estrela recebeu do conjunto de empresas R$ 3.000.000,00 pela edição e espera vender em torno de 120.000 unidades do jogo, que custará R$ 120,00.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vadiagem atemporal

Não, o título não se refere à minha atual situação, de 'pseudoférias'. Apesar de estar de férias em um de meus empregos, estou tentando colocar as coisas em dia para os (poucos) dias em que desfrutarei de tal condição nos dois...

Mas o título do post refere-se a uma notícia publicada no Correio do Povo, há 100 anos atrás (sim, pouco antes de eu nascer). Um morador das imediações da Av. Treze de Maio (atual Av. Getúlio Vargas), no Menino Deus já escrevia o jornal, em julho de 1910, as seguintes linhas (a imagem ao lado não é da época, mas um pouco posterior, por volta da década de 40):

"Peço, rogo-vos um energico apello a policia contra o rapazio vadio, malfazejo, damninho, que, impunemente, vaga pelas ruas fazendo das suas, nomeadamente pela rua 13 de Maio e suas adjacencias.
É impossível ter-se calçadas, paredes, portas e muros em asseio: em tudo elles escrevem, e - o que é mais grave - obcenas palavras, em letras garrafaes!".

Como se vé, este problema, que já comentei aqui, é bem antigo, bem como este rapazio vadio, malfazejo e daninho...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pués que venga el frío!

Se é para esfriar, que esfrie, então, de verdade!

Que me perdoem os nordestinos, mas temperatura com dois dígitos não é frio. Já começo até a achar que temperaturas positivas não merecem o nome de "frio"...Bom mesmo é aqule frio de renguear cusco, de tomar um mate quente e trincar a chapa!!

Claro, digo isto porque tenho um lar e estou aqui quentinho, diriam alguns. Gente, depois desta refrescada que deu no tempo hoje (temperatura de 6° quando levantei, às 06:00), nem preciso dizer o quanto é importante - NECESSÁRIO - abrir o coração e o guarda-roupa, pensar no pessoal que não tem muito o que vestir. Vai lá que tem coisa SIM que tu não usa; passa adiante. Vai que eu espero.
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Já? Eu também já fiz isso, e acho que vou mandar mais algumas roupas ainda.
Nem todo mundo gosta de inverno (como pode???), mas o fato é que temperaturas mais baixas dão muito mais disposição e energia. Coisa horrível trabalhar (ou mesmo ficar parado) com temperaturas acima de 30 graus, já se sai do banho tendo de tomar outro, de tanto suor... Não dá vontade de fazer quase nada (a menos que se tenha piscina em casa!).Agora, no inverno é tudo diferente: a disposição e o ânimo são outros, as pessoas ficam muito mais bonitas, produzidas, charmosas. Há uma infinidade de meios para se aquecer: chocolate quente, quentão, chimarrão, pinhão, pipoca, amendoim torrado, FONDUE (bah, cheguei a babar agora), um bom vinho, uma lareira, sopão, feijoada, e o melhor: contato com a pessoa amada ou mesmo com pessoas queridas - o bom e velho calor humano! Mais: muito aconchego, sessões de filme, edredom no sofá e o que mais a criatividade permitir (ou o bolso!)
Enfim, dá uma olhada na previsão do tempo aqui em PoA, para esta quarta e esta quinta-feira, e te regozija!
Aham, até circulei: mínima de zero grau em ambos os dias, e qual será a sensação térmica??
Que venha, então, o frio!