quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mvtantes

Dica de música, que já tem tempo que não coloco aqui.


Tenho ouvido, e ouvido, e ouvido de novo, e até consegui ver algumas vezes, em uma ou outra hora livre, o DeiViD dos MVTANTES ao vivo em Londres.
Mutantes é uma paixão muito antiga, dos primórdios da adolescência (e lá se vão umas duas décadas...), que vim a conhecer mais profundamente (conhecia uma ou outra música apenas) com o Miguel, que manja de boa música como poucos. Junto com Violeta de Outono, era das coisas mais psicodélicas que já se fez no Brasil, em termos musicais. O Violeta, porém, é uma viagem mais Pink Floyd, enquanto que os Mutantes sempre tiveram o lado da irreverência como uma das marcas.
Pués esta volta, em 2006, da banda, com Zélia Duncan no lugar da Rita Lee, foi, na opinião deste humilde ser que lhes escreve, um dos grandes acontecimentos daquele ano. Confesso que no início estranhei muito a Zélia puxando os vocais, pois falta a ela o carisma da Rita. Mas olhando-se o show e ouvindo com a devida atenção, vê-se que não fica nada a dever. O som é forte e contagiante, convida a viajar junto. As versões em inglês estão também competentes no sentido da tradução X métrica dos versos.
Dá vontade de ouvir mais. E mais.
E mais.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desta vez foi só um aviso...

Bandeira do Rio Grande do Sul: R$ 50,00
Pilcha completa: R$ 110,00
Entrevero no acampamento Farroupilha: R$ 12,00
Ver a Yeda (ainda mais) queimada ao acender a chama crioula: NÃO TEM PREÇO!!!!


"Hã? Esse fogo não era para queimar uns arquivos? Quando queimei um no Lago Paranoá não aconteceu isso..."


(quem mandou se meter em terra de gente direita?
O espírito farrapo mandou um aviso!!!)

domingo, 13 de setembro de 2009

Um ano!!!

O dia 11 de setembro é uma data emblemática. Muita coisa importante aconteceu nesta data. Em 1973 houve o golpe do famigerado Pinochet sobre o governo de esquerda do Salvador Allende no Chile, fato que mudou completamente a história daquele país e teve grande relevância na história do subcontinente sulamericano.

Seis anos mais tarde, acho que em 1979, nascia o amigo "Um pouco", que está começando a revolucionar as cenas musical e jurídica gaúcha!

Anos depois, em 2001, foi a data dos atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, nos EUA, fato que também teve sérios desdobramentos na história mundial.



Mais alguns anos depois, em 2008, era o dia em que esta bagaça "ia ao ar". Sim, amigos, o "Mente Inquieta" fez seu primeiro aniversário na sexta-feira, 11 de setembro, e não pude passar por aqui para compartilhar com vocês!



Agradeço a todos que frequentaram e/ ou frequentam este espaço,a todos os que apareceram por aqui ou se tornaram assíduos, bem como a todos os que indicaram o blógue a amigos.



Foi um ano um pouco irregular, com períodos de frequência de postagens e outros com um pouco mais de demora; foi também um ano de experimentação (como não poderia deixar de ser), onde pensava e repensava em determinados assuntos suprimia alguns e colocava outros que achava que pudessem ter mais repercussão ou que não fossem significativos só para mim.

Os números do blog me foram bastante significativos, e me motivam a continuar:
- foram 102 postagens,
- não sei o número exato de acessos, pois durante uns três meses fiquei sem contador aqui, mas agora está aparecendo 1239 visitantes
- tivemos 149 comentários no blog e 93 via e-mail do blog.


Enfim, meu muito obrigado a todos e até mais!



(hã? nunca viram aniversário sem bolo? tá bom, aí vai uma fatia!)




terça-feira, 8 de setembro de 2009

Coisa que todos temos vontade de fazer

Aí vai uma postagem mais amena, para descontrair um pouco após tanto azedume e tanta indignação. Até porque este blog é mais para entreter do que para deprimir. Mas isto não é imutável, definitivo, até porque a "Saga dos dias quadrados" (o nome é pomposo, gostei!) teve boa repercussão. Assim, estes temas que mais me incomodam provavelmente estarão mais presentes por aqui, está decidido!

Por falar em incômodo, que nunca se viu incomodado por operadores de telemarketing? Já ouvi vários áudios e já li vários mails com sugestões a respeito do que fazer em caso de receber uma dessas indesejáveis ligações, mas este que coloco aqui é completamente diferente de todos, uma verdadeira obra!!!
Se não tem tempo agora (falo de 3 minutos e 40 segundos), não assiste e volta quando tiver tempo para assistir inteiro, vale a pena!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Primeiras impressões dos "dias quadrados"

Em primeiro lugar, que conste que fiquei bastante assustado ao ler alguns dos primeiros retornos que tive com a "saga dos dias quadrados." Assustado comigo, pois não sei bem a imagem que passo e nem como expressar muito bem por escrito. Alguns acharam que iria pedir demissão, largar algum dos (ou ambos) colégios... E teve gente, ainda, que viu no primeiro e no segundo textos, claras conotações suicidas!!! Não, isso nunca me passou pela cabeça!
Hora de colocar um pouco de ordem nas coisas.
Alguns leitores acertaram parte das questões que me afligem.
Sim, a questão financeira pesa absurdamente no turbilhão que assola esta Mente Inquieta. Tenho muitos planos, muitos sonhos e anseios, a maior parte deles ainda inatingidos.
Aham, ir envelhecendo e sentir que não estou fazendo quase nada por mim também me assusta.
Certo, a situação política atual também me aterroriza, pois praticamente não vejo políticos (representantes do povo) nem um pouco interessados NO POVO, ou seja, em mim.
Com certeza, o descaso pela educação também me parece inexplicável, bizarro mesmo. Por parte dos governos, da sociedade e dos próprios jovens em geral.
O problema é que as coisas não são assim compartimentadas como acabei de colocar. É TUDOJUNTO, tipo:
NÃOSINTOMINHAVIDAPASSARDETANTOQUETRABALHO&NÃOVEJOMUITORETORNOFINANCEIROPOISNÃOCONSIGOREALIZAROQUEGOSTARIA&SEAOMENOSTIVESSEORECONHECIMENTOEINTERESSEDEALUNOSANSIOSOSPORCONHECIMENTOECULTURAEEMCRESCEREEMAPRENDERCOISASIMPORTANTES&SEAOMENOSOGOVERNOEASOCIEDADEMEVALORIZASSEMTUDOPODERIASERDIFERENTE&VEJOQUETUDOISSOÉPARANADAPOISOSPOLÍTICOSDEBOCHAMDAMINHACARAEROUBAMMEUDINHEIROEMINHAVIDA.
Sei lá, mais ou menos isso.
Sim, sabia que não ficaria rico com a profissão, mas achei que:
a) poderia formar dignamente uma família
b) teria acesso a viagens, cultura, lazer e entretenimento
c) poderia mudar vidas, poderia fazer a diferença, colocando meus ideais e meu trabalho a serviço de um país melhor.

Mas tanta frustração assim derruba uma pessoa...

Mudando um pouco o enfoque, agradeço a todos os que me mandaram mensagens, mails e comentários, a todos os que se preocuparam (com possibilidade de suicídio, demissão ou mesmo com minha saúde e integridade psicológica)e a todos que divulgaram a saga. Muito me honrou, igualmente, ver o mago voltando à ativa e ainda linkando para os dias quadrados!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os dias passam quadrados - parte III (final)

Sinto que vou frustrar alguns leitores (no próximo post explico porquê), mas aí vai o desfecho desta saga.

Encerro agora a série com a outra coisa que me motivou a escrevê-la (além do cansaço).
Com toda esta rotina que descrevi, consigo pagar minhas contas e fazer uma ou outra coisinha. Com meu salário de professor.
Me indigna, me dá um ódio profundo ver que os senadores (como muitos deputados, etc.), não podem viver com o SALÁRIO que ganham???? Já ganham um salário absurdo (para padrões brasileiros ou não), contas de telefone pagas, moradia paga, carro e combustível, passagens, etc. Se ganham todas estas contas pagas, não precisavam ter um salário tão alto. Mas têm. E mesmo assim não é suficiente, dão jeito de 'arrumar' mais. E mais. E ainda não é suficiente. E olha o que eles "trabalham".
E não estão nem aí para o povo. Fazem coisas erradas, sabem que está errado e continuam fazendo. O povo aceita, tem memória curta e os reconduz ao poder. Reclama, mas vota de novo nos mesmos.
Me dói ver o duro que dou para sustentar um bando de parasitas se apropriarem do meu trabalho e da minha vida que se me esvai.
Me enche de raiva ver que quase meio ano de cada ano da minha 'vida' é para patrocinar a festa, as viagens, o luxo, o ócio e o desperdício de bandidos que nem conheço (e é bom que nem venha a conhecer).
Me consome a ideia de que eu tenha que abrir mão da minha vida para que os políticos possam viver a deles.
Me frustra a constatação de que o descaso (quase preconceito) pela educação seguramente é para que isso tudo ocorra. Descaso este que parte dos governos e que continua na mídia de massa, com grades que emburrecem o espectador ainda mais. Com toda uma ciência para apresentar as notícias, colocando as ruins no início do noticiário e terminando-o com uma matéria sobre a seleção, sobre algo "bonitinho" ou agradável. Reclama-se da vida no início do noticiário e no fim acha-se que está tudo bem. E depois, todos quietos: temos que ver quem, afinal, matou Odete Roitman!
Absurdo ver que em outras épocas, POR MUITO MENOS DO QUE OCORRE HOJE EM DIA, o povo ia para as ruas, manifestava-se, mostrava seu ódio, seu descontentamento, fazia agitações, etc. Hoje, com tudo o que vemos por aí (e com o que não vemos, mas sabemos) fica todo mundo quieto, ninguém faz nada...
E aí, ou se trabalha muito, como abordei nesta série, ou se dá o famoso "jeitinho brasileiro" para viver...
Não tem um jeito de MUDAR tudo isso?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os dias passam quadrados - parte II

Como os leitores viram, citei dois momentos de lazer que "me dou ao luxo" durante a semana: uma partida de futebol no sábado e um chimarrão no domingo. Mas não vou mentir, tenho mais dois outros momentos de lazer na semana: um é assistir ao CQC na segunda-feira à noite. E o outro, algo que não abro mão: ler. Pelo menos meia hora por dia faço isso. Às custas do sono.
Uma pessoa atenta, que leia a postagem anterior e esta, deve pensar: "mas então tu está fazendo tudo isso de uma vez para ficar rico, em seguida já diminui o ritmo e passa a curtir a vida". Assim fosse, mas não vejo perspectiva disso. Como os amigos viram, meu lazer custa R$ 10,00 ao mês. É a mensalidade do futebol de sábado... Ok, mais o custo da erva no chimarrão de domingo! E dos livros que compro.
Tá, não vou ser hipócrita, vez ou outra como um xis ou vou em algum restaurantezinho. Ou compro um vinho. Mais exceção do que regra.
Digo mais: tenho 34 anos e, embora seja fissurado em crianças, não tenho ainda condições de ter um filho.
Ou seja, não é para ficar rico que encaro toda esta rotina não; é para pagar as contas e ter um ou outro luxozinho (se é que dá para chamar assim) de vez em quando.
E o que é pior (e agora o leitor entenderá o título desta série): sinto o tempo passar, mas não o curto.
Durante o dia vejo amanhecer, fazer um dia maravilhoso (com muito sol ou chuva) e ir anoitecendo, sempre pela janela das salas de aula em que estou. Depois vejo pela janela de casa as noites quadradas, até ir dormir e levantar no outro dia para vê-lo novamente quadrado. E assim sucessivamente. Até uns doze anos atrás sofria de uma leve insônia, não conseguia dormir sem me revirar pelo menos duas horas na cama. Estou, há anos, absolutamente curado: deito tão esgotado que normalmente não se passam mais do que 5 minutos entre o momento que deitei e a inconsciência.
A vida passa a ser uma sucessão de dias em que não se vive, e quando o cara vê já tem 34 anos e não viu passar uma boa parte deles.
É o custo de ficar adulto? Não pelo que vejo da maioria de meus amigos não professores (estes, aliás, muitas vezes não entendem minha falta de tempo, meu não poder ir ou fazer algo que eles convidam - acham que é pouco caso ou que estou dando desculpa...). Talvez seja o custo de escolher uma profissão penosa, mal remunerada e, mais absurdo ainda, vista até com maus olhos pela sociedade. Isto sim, não dá para entender. E derruba a pessoa...

domingo, 30 de agosto de 2009

Os dias passam quadrados - parte I

Começa a me sobrar uns minutos, então, é hora de atualizar esta bagaça, como já diria Marcelo Tas, e compartilhar com os leitores um pouco do que vai nesta mente inquieta.
Como sei que a maioria dos leitores de blog costuma ler vários, e, portanto, não deve ter tempo para lê-los todos diariamente se tiverem textos imensos (pelo menos é o meu caso), resolvi facilitar as coisas; esta divagação então se dividirá em três partes (acho eu, pois não tenho muito poder de concisão!).

Pués vamos lá.
Na última postagem comentei que ficaria uns dias afastado em função de uma carga absurda de trabalho. Não que normalmente não tenha, mas quase sempre consigo me organizar. Um pouco. E às vezes consigo até pensar um pouco sobre isso, no banho ou durante uma refeição. Para que se entenda o que quero dizer, talvez seja melhor explicar um pouco o que é a rotina de trabalho de um professor.
Trabalho em """"apenas"""" duas escolas, que me ocupam 5 manhãs e 4 tardes. Chego em casa normalmente por volta das 18:00, quando faço um breve lanche e começo a preparar atividades, procurar materiais, pesquisar assuntos, textos, vídeos, etc. Como tenho 18 turmas (em torno de 700 alunos), e de todas as séries, tenho sempre que preparar aulas para TODAS as séries. E buscar coisas novas para TODAS. Não dá para chegar sempre com a mesma aula, a mesma atividade, a mesma dinâmica; ainda mais hoje em dia, em um mundo tão ráitéqui e com tantas possibilidades, e com as crianças e adolescentes tão 'ligados' e antenados. Pois só isso já me consome um tempoo absurdo, todos os dias (por enquanto só estou me referindo aos dias úteis, mais adiante chego aos fins de semana). E como são 18 turmas, e de todas as séries, sempre tenho trabalhos ou provas para corrigir, e aí vai mais tempo. E isso que para as provas objetivas que aplico, como normalmente as do Ensino Médio, conto com a ajuda inestimável da Sra. Mente Inquieta, mas ainda assim somo os acertos, coloco as notas, passo-as para o caderno, etc.
Isso tudo durante o início e meio de trimestre. No final é bem pior. E isso de segunda a sexta.
E os finais de semana? Não muito diferentes. Acordo, TANTO NO SÁBADO QUANTO NO DOMINGO, por volta das 07:00, como alguma coisa e já começo novamente. Pesquisa de coisas e materiais interessantes, formatação de aulas e atividades, planejamentos para conteúdos (o que trabalhar, como, cálculo de tempo/ aulas necessárias, recursos necessários, etc.), elaboração de atividades, avaliações, ... (e mais um monte de reticências). Isso quando não trabalho na escola (em uma delas) no sábado de manhã, o que normalmente ocorre duas vezes por mês. Aliás, ocorria, pois agora, em tempos de agáumeneum, passarei praticamente todas as manhãs de sábado em alguma das duas escolas. Ainda sobre o sábado: depois de tudo isso, almoço e continuo trabalhando mais um pouco, até a hora do meu jogo de futebol, das 16 às 17. E isto para ficar menos coisas para fazer na noite de sábado/ manhã de domingo. Mas sempre fica bastante.
Domingo: de novo levanto cedo e vou trabalhando até a hora do almoço e mais um pouco depois. Se o tempo está bom, saio à tarde para caminhar e tomar chimarrão. Volto à tardinha, arrumo as coisas e já começa outra semana. Nada de novo.
Tudo de novo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Nova ausência!

Amigos, novamente vou privá-los de minha companhia virtual por uns dias. E desta vez não é por férias ou viagem.
Esta semana tenho prova com 13 de minhas 18 turmas e, além de corrigí-las, tenho de passar as notas para os cadernos, somar com as outras, fechar as 'médias', fazer as listas de recuperação e elaborar as provas de recuperação (da 5ª série até o 3° ano). E, se sobrar tempo, comer e dormir.
Espero estar de volta em seguida, em alguns dias.
E sem sequelas...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

90020-007

Muitos dirão que é pela minha formação, mas o fato é que sempre gostei de ver fotos antigas. Principalmente de lugares que conheço. Ainda mais de lugares que conheço e adoro.
Refiro-me à cidade de Porto Alegre, da qual sou fã incondicional. Mesmo com todos os problemas (que não são poucos), carências e dificuldades que vem grassando em nossos tempos, muitas delas comuns às grandes cidades hoje.
Há algum tempo atrás comentei aqui a respeito de um excelente livro que li sobre momentos difíceis que a cidade atravessou há décadas atrás, livro este alta e ricamente ilustrado, que demorei mais para ler porque ficava olhando um tempão cada foto.

Pois acabei de ler agora um livro indispensável para quem também curte a cidade e os costumes e imagens de tempos atrás. Trata-se de Rua da Praia, escrito por Nilo Ruschel e publicado originalmente em 1971, agora relançado pela Editora da Cidade. Neste as fotos não são muito grandes para se admirar como no Enchente de 41, mas as histórias que são contadas, os causos, os costumes desde as primeiras décadas do século passado são extremamente curiosos. Os tipos e as figuras conhecidas pelos frequentadores da rua (na época a maioria, pois a Rua da Praia não era apenas ponto de trabalho e correria como heje, mas ponto de encontro, de socialização, de vivência!). De garçons que conheciam todos os fregueses e seus pedidos (e até se recusavam a trazer outro diferente do que o cliente habitualmente pedia) à nata política e empresarial, passando por notórios que se afundaram e perdendo tudo na boemia, virando, muitas vezes, pedintes poliglotas, pianistas e dotados de erudição ímpar. As histórias são contadas em um ritmo e de uma forma tal que muitas vezes dá para se imaginar dentro de uma confeitaria ou de um recém-inaugurado cinema.
Este não dá para não ler: além de tudo isso, é bem baratinho: 20 dinheiros, a edição com mais de 200 páginas e histórias que nos fazem pensar em como tudo foi parar do jeito que está hoje...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Globo acuada?

Não é de hoje que a Record vem crescendo em termos de Ibope. Em grande parte dos horários, ela já é o segundo lugar entre as TVs aberts, sendo que algumas vezes ela fica mesmo em primeiro (como no último domingo à noite, quando "A Fazenda" teve 21 pontos no Ibope e o "No Limite", da Globo, ficou com 13. Vi o "No limite" duas vezes, e acho que continua a mesma bosta que foi da outra vez. Vi "A Fazenda" três ou quatro vezes e, embora ache a proposta muito mais interessante do que qualquer Big Brother, realmente não costumo assistir mesmo. Digo que é mais interessante por ser com pessoas conhecidas, famosas; o cara tem a oportunidade de conhecer um pouco mais a PERSONALIDADE dos famosos que estão lá dentro, suas fraquezas, seu caráter, angústias, etc. No tal do BBB é um bando de desconhecidos...

Mas enfim, até nem é a minha opinião a respeito de tais programas o assunto deste post. Na verdade, o que tenho mesmo achado interessante é o jogo que o "plim-plim" está fazendo para detonar a Record. Das centenas de casos de corrupção, de desvio de verbas, etc., que grassam neste país, a Globo jamais dedicou a metade (ou mais) de um Jornal Nacional para explicar um esquema desses, como o fez com relação ao caso envolvendo o Edir Macedo. Não, prezado leitor, não estou, de maneira alguma defendendo aqui o bi$po, jamais defenderia alguém que explora de uma forma tão baixa a fé e a ingenuidade das pessoas. Nada contra o fato de a Globo denunciar o bi$po, mas é interessante ver como ela, a cada vez que vai falar dos desvios de dinheiro promovidos pelo Edir Macedo, sempre acrescenta "dono da Rede Record"!!!!! Espera que com isso as pessoas não coloquem mais naquele canal? Tá, muitos dirão: " o que deveriam fazer", para "ralar" com o Edir. Não adianta, ele não vai empobrecer com isso.

E o que é pior: deixar a TV em que canal? Na Globo??? Ela é mais justa, mais ética e tem mais moral do que a Record ou o bi$po???

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

POE, de novo

Como estes dois assuntos que tenho tratado aqui (Sarnento e Yeda) vão longe - aliás, legal mesmo seria se ELES fossem para longe! - vamos aqui com a indicação do livro que acabei de ler, até para não fugir muito da proposta do blog.


Ainda nas férias de verão, comentei aqui que 2009 marca os 200 anos do nascimento de Edgar Allan Poe, que tem uma extensa e fundamental bibliografia, para quem gosta de literatura, e obrigatória para quem gosta de contos. Poe foi um mestre em vários gêneros de conto: histórias policiais, de possessão, fantásticas, etc., bem de acordo com a vida conturbada que teve, que pode ser sintetizada em uma frase dele mesmo: "Tenho medo de olhar o horror da existência, mas se desvio meus olhos dele, sou aturdido pelo nada que me envolve e me consome." Enfim, inspiração, portanto, não faltava...

Pois acabo de ler e indico agora o Assassinatos na Rua Morgue, clássico em termos não apenas de contos, mas principalmente no gênero policial, em que ele foi verdadeiro mestre e influenciador de muita gente boa que veio depois.
A leitura prende, como é comum na obra dele, e instiga; flui que é uma beleza. A ideia do conto em seu princípio, a short story, é a de que ele deve ser uma leitura para "ler de uma sentada só". Se o livro tem m5 ou 6 contos, então, dá para ler em 5 ou 6 "sentadas" (no bom sentido, claro!). Tem até em edição de bolso, bem baratim'!